27/10/2010

Orçamento para Inglês Ver

Extracto de mail enviado ao Sr. Presidente da República:


Sua Ex.ª Sr. Presidente da República
Vivemos momentos difíceis que exigem medidas e atitudes difíceis, não estamos em tempo de desperdício de recursos e de tempo. Vem isto a propósito do "circo" montado em volta do orçamento de estado.
Em primeiro lugar não me parece que o país deva aprovar um mau Orçamento de Estado (OE) apenas com o pretexto da credibilidade externa pois o OE tem em primeiro lugar que ser bom para Portugal e para a credibilidade interna e pelo que noto este OE está longe de alcançar esses objectivos. O Governo tem que entender que quem está tecnicamente falido é o estado e não os portugueses. No sector privado quando não se pode honrar os compromissos fecha-se a porta, de modo que se o Estado não consegue honrar os compromissos com os portugueses tem que "fechar a porta". Bom, fechar a porta o Estado não pode, mas pode reduzir, reduzir, reduzir. Reduzir na dimensão para reduzir nas despesas.
...
Nas últimas eleições presidenciais votei no Sr. Presidente mas nas próximas dificilmente o farei porque me decepcionou. Esperava da parte do Sr. Presidente mais "pulso" na supervisão do Governo e da sociedade e na matéria de OE julgo que o Sr. Presidente só tem uma coisa a fazer: "Agarrar" no Governo e Oposição pelas "orelhas" e sentar-se com eles à mesa para do zero fazerem um orçamento de estado que espelhe a falência do Estado, ou seja, que corte radicalmente nas despesas do Estado (se não sabem como se faz contratem como consultora uma dona de casa) e evite penalizar quem trabalha, paga impostos, cria e distribui riqueza. Acabe-se de uma vez com o rendimento de inserção social, durante dois ou três anos congele-se a compra de viaturas ligeiras de gama superior e se houver inevitabilidade troquem-nas por gamas média/baixa, durante dois ou três anos terminem com contratos de consultoria e recorram a estudos internos ou recorram às universidades que os devem fazer a custo zero porque são funcionários do Estado, obriguem à reutilização de papel nos serviços públicos, obriguem as autarquias a utilizar os funcionários próprios para obras de pequena e média dimensão, reduzam salários que em alguns casos podem certamente chegar aos 20%, fiscalizem devidamente actividades que tradicionalmente fogem à facturação, recorram a equipamentos do exercito para serviços civis,  corte-se temporariamente nos apoios à cultura... Há tanto onde cortar!
 Popularmente diz-se que quem não tem cão caça com gato e mostrar isso ao Governo é uma obrigação do Presidente da República por isso exige-se que o faça.
 Termino reforçando que o OE é para Portugal e para os portugueses e não para inglês ver.  

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