24/06/2010

Comunistas de S. Petersburgo exigem repetição do jogo Portugal x Coreia do Norte.

A carta que se segue foi retirada do blogue http://darussia.blogspot.com do jornalista José Milhazes. Trata-se de uma carta da Organização Comunista de S. Petersburgo e Leningrado dirigida à FIFA onde entre outras coisas dignas de um filme do 007 afirmam que a selecção portuguesa é constituída por drogados acabados. Vale a pena lêr.





"Estimado Sr. Blatter!

O 19º Campeonato do Mundo de Futebol, cuja fase final se realiza na República da África do Sul entre 11 de Junho e 11 de Julho, está a ser acompanhado, para nossa profunda tristeza, de numerosos escândalos, provocações, ingerência na competição dos serviços secretos imperialistas e, por isso, a competição perdeu a legitimidade aos olhos de milhões de amantes do futebol: partidários da paz e da amizade entre os povos.

Por exemplo, quando da escolha do local de realização, foi afastada do concurso a Grande República Socialista Popular Árabe da Líbia.

Quando, sob a pressão das forças progressistas do planeta, a República da África do Sul, que derrubou o jugo do apartheid, foi escolhida como local de realização do campeonato, o conhecido revanchista e experiente espião Franz Beckenbauer fez várias tentativas de mudá-lo. Isso estragou os nervos aos jogadores da selecção da África do Sul e dos seus amigos, os comunistas de todo o mundo.

Através de ameaças, chantagem, falsificações e terror moral, foram afastadas da competição as equipas de Cuba, Venezuela, Vietname, Laos, Abkházia, Nicarágua, Síria, Nepal, Zimbabwe, Namíbia, Bielorrússia, ou seja, os países socialistas mais destacados. Não nos satisfazem as explicações ridículas dos burocratas da FIFA de que os países socialistas jogam mal futebol.

A campanha publicitária do torneio, a despeito dos protestos da opinião pública mundial, foi entregue à Coca-Cola, sobre cuja consciência pesam milhões de vidas jovens assassinadas, principalmente na Rússia.

No período de realização do campeonato, os racistas e neocolonialistas submeteram a uma perseguição implacável os apoiantes da República da África do Sul, veteranos do movimento de libertação, pelo emprego do vuvuzel. A campanha desenfreada de ridicularização dessa tradição nacional dos negros levou, no fim de contas, a que a selecção da RAS não tenha pasado aos 1/8 de final. Semelhante discrimação aberta do país que recebe o campeonato ocorreu pela primeira vez na história do futebol mundial.

No período de preparação dos jogos, veteranos, homens da ciência e da cultura, combatentes pela independência da Ásia e da África chamaram a atenção da FIFA para o facto de a nova bola da Adidas: Jabulani, especialmente fabricada para o Campeonato, revelar uma surpresa total da sua trajectória, não obedece às pernas humanas, é controlada de fora. DissofalounomeadamenteFidel Castro.

Mas a FIFA ignora quais críticas das forças progresistas sobre as condições insuportáveis em que decorre o Campeonato. Os acontecimentos em torno da equipa da República Democrática Popular da Coreia do Norte (RDPC) são a apoteose da violação de todas as regras e tradições desportivas, uma prova da ingerência descarada do bloco da NATO na vida desportiva. Inicialmente, antes do jogo decisivo contra o Brasil, desapareceram os melhores quatro jogadores da única equipa socialista que chegou ao campeonato.

Mas, mesmo privada pelos inimigos dos seus melhores filhos, a equipa da Coreia Popular apertou seriamente os brasileiros. Depois de pessoas de boa vontade terem retirado das garras da CIA, a FIFA devia suspender o campeonato até à apuração de todas as circunstâncias do rapto, inspeccionar os estádios, as bolas, as balizas, os próprios desportistas para determinar a sua autenticidade, a correspondência às regras de utilização de meios técnicos. Isso não foi feito! Foi organizado apressadamente o jogo entre a suposta “selecção da RDPC” e a equipa de Portugal, durante o qual a maioria dos observadores viu claramente que no campo estava a ocorrer algo muito pouco parecido com o futebol, o desporto e o desanuviamento da tensão internacional.

“Alguns peritos afirmam que metade dos jogadores da seleção da RDPC foram substituídos por futebolistas da Coreia do Sul...Outros assinalam a trajetória inexplicável da bola, que, com a ajuda de meios técnicos, voava constantemente para a baliza da seleção da RDPC. Além disso,ninguém tem dúvidas de que a seleção portuguesa é constituída por drogados acabados, mas não foram feitos testes de doping. Nenhum comentador conseguiu explicar a diferença na qualidade do jogo da equipa da RDPC nos jogos contra o Brasil e Portugal, tanto mais que brasileiros e portugueses são absolutamente iguais”.

Nestas condições, os Comunistas de Petersburgo e da Região de Leninegrado exigem da FIFA a repetição do jogo entre a RDPC e Portugal, depois de investigar os factos do rapto dos jogadores da Coreia do Norte, inspeccionar a equipa de Portugal sobre o consumo de drogas, estudar a relva e as bolas a propósito de aparelhos especiais que influem na trajectória do movimento da bola.

Exigimos a passagem da selecção da RAS aos 1/8 de final, porque, caso contrário, renascerá o apartheid.

Informamo-o que nós iremos hoje apelar aos trabalhadores sul-africanos para que deixem de operar no Campeonato em sinal de protesto contra as limitações impostas às equipas da RDPC e da RAS na etapa decisiva da competição, inspirados por Kim Jong-il e Nelson Mandela.

Acabem com a guerra do futebol contra as equipas dos países que estão na vanguarda da luta contra o imperialismo, pela paz e o progresso social!"

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