17/04/2009

O arquivo perdido de Salazar foi descoberto por um contínuo


In Público

É um dos mais importantes achados dos últimos anos. Perto de uma centena de caixas com documentos da Presidência do Conselho de Ministros (PCM), referentes aos anos entre 1938 e 1957, foram descobertas num armazém do Estado situado no Pendão, em Queluz.

O conteúdo dos milhares de pastas que foram já transferidas para o Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo (IANTT) permitem reconstituir os mais diversificados processos de decisão política realizados durante aquele período do Estado Novo. E confirmam que nada escapava ao crivo do então Presidente do Conselho, António de Oliveira Salazar.

A descoberta aconteceu em Outubro do ano passado, quando o contínuo do armazém do Pendão alertou o director da Torre da Tombo, Silvestre Lacerda, para um conjunto de caixas empilhadas no primeiro piso daquele depósito. “Ali em cima está qualquer coisa do Salazar”, disse a Lacerda. Que, não tendo qualquer informação sobre a existência daquele arquivo, subiu ao primeiro andar só para tirar teimas. Quando abriu uma das caixas nem queria acreditar naquilo que tinha diante de si – milhares de pastas vermelhas, devidamente identificadas como sendo da PCM e abrangendo um importante período da História do século XX e, em particular, da História do Estado Novo. “Era preciso fazer tudo para as recuperar”, afirma Lacerda ao PÚBLICO.

A apresentação pública deste fundo documental e o anúncio da sua incorporação no Arquivo Oliveira Salazar, depositado na Torre do Tombo, acontecerá no dia 29 deste mês. Mas a consulta pública só poderá ser feita eventualmente no final do Verão. O PÚBLICO esteve na Torre do Tombo e consultou alguns dos documentos cuja existência era totalmente desconhecida até há bem pouco tempo. 

1 comentário:

Resgate Salta disse...

Vá lá, não foi uma conta no BES. ;)