A Comissão Europeia (CE) quer que Portugal volte atrás na decisão de limitar o aumento da electricidade para consumo doméstico em 6%, exigindo assim a entrada em vigor do aumento de 16% decretado pele Entidade Reguladora do Sector Eléctrico (ERSE). A CE afirma que a polítca de preços regulados e artificialmente baixos impede a concretização do mercado liberalizado.
Se os leitores se recordam em Outobro do ano passado afirmei neste blog em dois post's consecutivos de que desconfiava que os 16% reflectiam não só o aumento do custo de produção da electricdade, mas também era uma forma camuflada de fazer entrar o mercado liberalizado. A tomada de posição agora tornada pública da CE vem uma vez mais comprovar as minhas desconfianças.
Na minha opinião, o governo limitou e bem os aumentos. Conforme também antes disse, eles são inevitáveis mas devem ser de forma programada e faseada porque 16% vai provocar um impacto demasiado brusco no orçamento familiar, das pequenas indústrias e comércio. Bruxelas está a reger-se pelos interesses das distribuidoras espanholas e impõe, isso sim, um aumento artificial para a entrada em Portugal das empresas do país vizinho.
Uma parte da oposição ao governo levantou a voz para o acusar de desrespeitar e desautorizar a decisão da ERSE. O resultado dessas acusações podem agora resultar num aumento de 16% na factura de electricidade.
1 comentário:
Com a subida do preço da electricidade
vamos ter de apagar a "luzinha" no fundo do túnel...
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