08/09/2006

Falar de Emprego

Nascer, crescer e morrer é o processo natural da vida, o mesmo processo se aplica às empresas e por isso as falências e dissoluções fazem parte da sociedade financeira. As empresas têm que gerar lucro, é o alimento que as faz manter. Não havendo lucro as empresas encerram.

É claro que o encerramento das empresas constitui em muitos casos verdadeiros dramas sociais. Vizela está numa situação pouco confortável nesta matéria sendo por isso também natural que o tema seja motivo de conversa ou de artigos e registos na comunicação social. Porém mais importante do que falar de fechos e desemprego é falar do nascimento de empresas e da criação de emprego. É sem dúvida por aí que se ataca o problema do desemprego.

Vamos então falar de Vizela e do que se pode fazer para captar um novo tecido empresarial para esta nossa terra.

- A auto-estrada está aí ao lado e é preciso fazer Vizela chegar até ela.
- Um parque industrial ajustado à dimensão do Vale do Vizela e de fácil acesso por auto-estrada.
- Criação de facilidades à criação de empresas, especialmente para actividades alternativas e inovadoras, através da criação de um gabinete de apoio integral à criação e captação de investimentos.
- Captação de um centro tecnológico e de formação profissional, ou de um pólo de ensino superior nas áreas tecnológicas e empresariais.
- Valorização dos recursos agrários incentivando a sua modernização e organização em modelos empresariais.
- Requalificação dos recursos florestais.
- Uma aposta séria e profissional no turismo, valorizando os recursos naturais, religiosos, dando visibilidade ao património histórico, edificado, documental e tradicional, promovendo a cultura de qualidade, do passado da indústria têxtil, de papel, de arados agrícolas e de moagem e promovendo ainda o passado agrícola.
- Dar oportunidade à instalação de superfícies comerciais capazes de aglutinar a população das regiões vizinhas (Felgueiras, Lousada, Paços de Ferreira…)

3 comentários:

Mª do resgate disse...

Totalmente de acordo, mas a Câmara é que tem responsabilidade de promover o crescimento de Vizela e não falo só em betão armado.
Por outro lado Vizela só é Concelho há 8 anos, mas poderia estar um pouco melhor no que diz respeito ao turismo e ao património.

Márcio disse...

O que é preciso para se fazer isso: dinheiro, dinheiro, dinheiro...
O que falta: dinheiro, dinheiro, dinheiro...

Jorge Miranda disse...

Amigo Márcio, o dinheiro está feito.

São precisas boas ideias de negócio. Os gabinetes de apoio à criação de empresas tem por missão juntar as pessoas que têm as boas ideias com as que têm dinheiro para investir, que muitas vezes podem ser os bancos. O que é que é preciso para isso? 1 ou 2 pessoas competentes para implementar o gabinete.

Para valorizar os recursos florestais, a Câmara de Vizela tem uma engenheira responsável pelo gabinete técnico florestal... Tem que se potênciar o trabalho dela, tem que falar com os proprietários e incentivar a requalificação, dinheiro? o dinheiro está feito e em matéria de floresta o interesse municipal deve estar à frente há que recorrer a tudo quanto é fundos... ou organizar uma espécie de cooperativa de proprietários florestais para facilitar os financiamentos.

Superficies comerciais capazes de aglutinar populações? O Feira Nova está interassado em Vizela (infelizmente há quem não o queira e na minha opinião são os que mais podem lucrar com ele).

Pólos tecnológicos? É preciso contactá-los, eles existem, é preciso falar com eles saber quais são os planos de investimento, convidá-los a vir para Vizela.

etc...etc....

Mais do que dinheiro é preciso trabalho e entregá-lo a quem sabe.