Estas "relíquias" do meu tempo de escola primária estão guardadas pela minha mãe. A cartilha maternal também. Umas das memórias que eu tenho dessa altura era o respeito que havia pela escola, pela bandeira e pelo Hino Nacional. O facto de o regime fascista ter bastantes coisas negativas, como ser um regime ditadura, não se deviamos ter abdicado do que se fazia de positivo. O respeito foi um dos sentimentos que se perdeu e/ou não se cultivou nos mais jovens. Mas, já nessa altura, não alinhei na Mocidade Portuguesa, porque não encontrava nela nada de útil para a juventude, e sempre pensei que era um meio para nos "enfiar" na cabeça ideias e ideais préconcebidos. Eu gosto de pensar.
Nunca senti medo na escola e levei bastantes réguadas - com a "menina dos 5 olhos" - , mas preferia levá-las, a ficar de castigo. Quando temos medo, não temos respeito e eu sempre tive respeito pela escola, pela Bandeira e pelo Hino. Hoje, em democracia e devido às acções de muitos governantes confesso que esse respeito à bandeira e ao Hino resiste devido à educação que tive e não ao medo. Se fosse só pelo medo o respeito por essas instituições já se tinha desvanecido.
Também sou do tempo destes cadernos e braço estendido.Nunca senti medo. Ainda recordo o dia, que tive uma bandeira na mão, quando da visita do Américo Tomás, não sabia o que estava a fazer, para mim era uma festa. Adulto li nos Noticias de Vizela uma frase dele, que dizia o seguinte "Vizela não é uma grande terra, mas sim uma terra de um grande Povo". Respeito tenho pelo Hino e pela Bandeira. Instituições, respeito-as se elas me respeitarem.
Pois, eu cá já sou do tempo um pouco mais moderno... embora que ainda tenha muito que evoluir (pelo menos em relação à zona onde estamos inseridos [leia-s, UE]).
Umas boas réguadas não metem medo a ninguem, a guerra colonial também não, a polícia política também não, o fascismo era lindo e cheio de respeito, por isso mais de 1 milhão de portuguses nos anos 60 foram ganhar a vida para o estrangeiro. Pois, tinhamos o benfica a ganhar títulos europeus. Que saudades!
Quantos Portugueses etão a trabalhar no estrangeiro? A quantidade de Vizelenses que estão em Espanha e Inglaterra. Porque será que quando há um acidente em Espanha, os familiares ficam aflitos. Isto está a acontecer agora.
Não generalizei, falei da minha experiência escolar. E relmente as réguadas não me metiam medo - senão não fazia por as apanhar. Quanto à guerra colonial não me pronuncio pois não a vi de perto; o que vi de perto foi a guerra civil entre os 3 partidos que disputaram o poder em 1975 em Angola e as imagens ainda estão gravadas na minha mente - mas também não tive medo (talvez, por ser jovem). Quanto ao respeito, isso garanto que me foi incutido em casa e na escola e não foi pela via do medo. Quanto ao Benfica ganhar títulos, hoje passa-se o mesmo com outro clube e realmente ninguém quer saber por onde vai o País. Ora, o que sobrou do fascismo foram exactamente os 3F, sempre era melhor o respeito (não medo). Quantos aos portugueses (e não são poucos), pelos vistos, continuam a procurar outros países para trabalhar. Porque será? Não haverá por aí um "fascismo" camuflado? Saudades que não tem e não vou negar o meu passado só porque não "sofri" o fascismo como devia ser(?), mas nunca me "verguei" a ele pois quando podia contestava as regras de então - como disse nunca quis e não fiz parte da mocidade portuguesa.
Hoje em dia, sim tenho medo: - medo de sair à noite - medo de deixar a porta de casa aberta - medo da irresponsabilidade e da falta de respeito de muitos condutores que provocam acidentes nas estradas - medo que os meus filhos se metam por caminhos indevidos, apesar da educação e conselhos que lhes transmito (o que muitos pais já sentem na pele) - medo dos incendiários - medo porque tenho falta de confiança nos nossos governantes, democráticamente eleitos, e que se apoderam do "poder".
Como não sou expert em computadores, umas vezes o meu post é como "resgate" e outras como "mª do resgate". Tenho de perguntar ao meu filho o porquê, mas fica o esclarecimento dos nomes.
O comentário de JMFaria parece ter saído dum jornal desta semana. Concordo com o JMFaria no tocante a haver um regime de medo no tempo da Outra Senhora, mas muitas pessoas não o sentiram. Uma coisa é alguém tentar amedrontar uma pessoa e outra, é essa pessoa deixar-se amedrontar. Também concordo que apesar de vivermos uma democracia, também vivemos em regime de medo, ou seja, quantas pessoas falam frontalmente contra o nosso Presidente da Câmara e seus vereadores? Os trabalhadores não sentem medo de serem despedidos? Os contratos precários de trabalho não são para meter medo? Não existe outro tipo de PIDE? Sindicatos? "vendidos" aos patrões. O Poder continua a ser Absoluto.
está,está... uma simples capa de um caderno faz mover tanta tecla...nao se zanguem, eu até penso que era uma boa ideia pintá-la,dar-lhe um pouco de cor,de vida e alegria...como as capas de agora.
Tiravamos a beleza ao caderno. Já imaginaram este caderno pintado de rosa, laranja ou vermelho. Ficava muito caro. Todos os pais estão a queixar-se do preço dos livros.
No dia 29 no diário da Republica vem as novas leis para os não docentes. Está tudo correcto, os funcionários públicos vivem um sufoco estarem um ano inteiro a pensar se vão ser admitidos ou não.
O erro é o seguinte várias escolas fazem a "Validação e certificação de Competências", anda tanta gente a lutar para ter o 9º ano, e o Ministério da Educação exige para administrativos o 11º ano e para auxiliares, escolaridade obrigatória.
É assim que incentivam as pessoas a fazerem formações
Por isso mesmo acredito que a validação e certificação de competências, vale mais que o actual 9º ano. Porque além da antiga 4ª classe temos o conhecimento da experiência de vida.
querido amigo podes mesmo tu comprá-lo monocromático e depois com imaginação e gosto pintá-lo. assim ficava original e barato,há que trabalhar e não ficar na politica do «compro tudo feito»
23 comentários:
Estas "relíquias" do meu tempo de escola primária estão guardadas pela minha mãe. A cartilha maternal também.
Umas das memórias que eu tenho dessa altura era o respeito que havia pela escola, pela bandeira e pelo Hino Nacional. O facto de o regime fascista ter bastantes coisas negativas, como ser um regime ditadura, não se deviamos ter abdicado do que se fazia de positivo. O respeito foi um dos sentimentos que se perdeu e/ou não se cultivou nos mais jovens.
Mas, já nessa altura, não alinhei na Mocidade Portuguesa, porque não encontrava nela nada de útil para a juventude, e sempre pensei que era um meio para nos "enfiar" na cabeça ideias e ideais préconcebidos. Eu gosto de pensar.
Era um respeito imposto pelo medo. O verdadeiro respeito/responsabilidade é nos dado pela liberdade ao Outro.
Nunca senti medo na escola e levei bastantes réguadas - com a "menina dos 5 olhos" - , mas preferia levá-las, a ficar de castigo.
Quando temos medo, não temos respeito e eu sempre tive respeito pela escola, pela Bandeira e pelo Hino. Hoje, em democracia e devido às acções de muitos governantes confesso que esse respeito à bandeira e ao Hino resiste devido à educação que tive e não ao medo. Se fosse só pelo medo o respeito por essas instituições já se tinha desvanecido.
Também sou do tempo destes cadernos e braço estendido.Nunca senti medo. Ainda recordo o dia, que tive uma bandeira na mão, quando da visita do Américo Tomás, não sabia o que estava a fazer, para mim era uma festa.
Adulto li nos Noticias de Vizela uma frase dele, que dizia o seguinte "Vizela não é uma grande terra, mas sim uma terra de um grande Povo". Respeito tenho pelo Hino e pela Bandeira. Instituições, respeito-as se elas me respeitarem.
Pois, eu cá já sou do tempo um pouco mais moderno... embora que ainda tenha muito que evoluir (pelo menos em relação à zona onde estamos inseridos [leia-s, UE]).
Umas boas réguadas não metem medo a ninguem, a guerra colonial também não, a polícia política também não, o fascismo era lindo e cheio de respeito, por isso mais de 1 milhão de portuguses nos anos 60 foram ganhar a vida para o estrangeiro. Pois, tinhamos o benfica a ganhar títulos europeus. Que saudades!
O post anterior é meu.
Quantos Portugueses etão a trabalhar no estrangeiro? A quantidade de Vizelenses que estão em Espanha e Inglaterra. Porque será que quando há um acidente em Espanha, os familiares ficam aflitos. Isto está a acontecer agora.
Não generalizei, falei da minha experiência escolar. E relmente as réguadas não me metiam medo - senão não fazia por as apanhar.
Quanto à guerra colonial não me pronuncio pois não a vi de perto; o que vi de perto foi a guerra civil entre os 3 partidos que disputaram o poder em 1975 em Angola e as imagens ainda estão gravadas na minha mente - mas também não tive medo (talvez, por ser jovem).
Quanto ao respeito, isso garanto que me foi incutido em casa e na escola e não foi pela via do medo.
Quanto ao Benfica ganhar títulos, hoje passa-se o mesmo com outro clube e realmente ninguém quer saber por onde vai o País. Ora, o que sobrou do fascismo foram exactamente os 3F, sempre era melhor o respeito (não medo).
Quantos aos portugueses (e não são poucos), pelos vistos, continuam a
procurar outros países para trabalhar. Porque será? Não haverá por aí um "fascismo" camuflado?
Saudades que não tem e não vou negar o meu passado só porque não "sofri" o fascismo como devia ser(?), mas nunca me "verguei" a ele pois quando podia contestava as regras de então - como disse nunca quis e não fiz parte da mocidade portuguesa.
Hoje em dia, sim tenho medo:
- medo de sair à noite
- medo de deixar a porta de casa aberta
- medo da irresponsabilidade e da falta de respeito de muitos condutores que provocam acidentes nas estradas
- medo que os meus filhos se metam por caminhos indevidos, apesar da educação e conselhos que lhes transmito (o que muitos pais já sentem na pele)
- medo dos incendiários
- medo porque tenho falta de confiança nos nossos governantes, democráticamente eleitos, e que se apoderam do "poder".
Como não sou expert em computadores, umas vezes o meu post é como "resgate" e outras como "mª do resgate". Tenho de perguntar ao meu filho o porquê, mas fica o esclarecimento dos nomes.
O comentário de JMFaria parece ter saído dum jornal desta semana.
Concordo com o JMFaria no tocante a haver um regime de medo no tempo da Outra Senhora, mas muitas pessoas não o sentiram. Uma coisa é alguém tentar amedrontar uma pessoa e outra, é essa pessoa deixar-se amedrontar. Também concordo que apesar de vivermos uma democracia, também vivemos em regime de medo, ou seja, quantas pessoas falam frontalmente contra o nosso Presidente da Câmara e seus vereadores? Os trabalhadores não sentem medo de serem despedidos? Os contratos precários de trabalho não são para meter medo? Não existe outro tipo de PIDE? Sindicatos? "vendidos" aos patrões. O Poder continua a ser Absoluto.
Há três lados em cada controvérsia: o teu, o meu e o correcto.
Provérbio chinês
Este caderno escolar está a dar pano para mangas. :)
está,está... uma simples capa de um caderno faz mover tanta tecla...nao se zanguem, eu até penso que era uma boa ideia pintá-la,dar-lhe um pouco de cor,de vida e alegria...como as capas de agora.
Tiravamos a beleza ao caderno. Já imaginaram este caderno pintado de rosa, laranja ou vermelho. Ficava muito caro. Todos os pais estão a queixar-se do preço dos livros.
Vamos falar do Ministério da Educação.
No dia 29 no diário da Republica vem as novas leis para os não docentes. Está tudo correcto, os funcionários públicos vivem um sufoco estarem um ano inteiro a pensar se vão ser admitidos ou não.
O erro é o seguinte várias escolas fazem a "Validação e certificação de Competências", anda tanta gente a lutar para ter o 9º ano, e o Ministério da Educação exige para administrativos o 11º ano e para auxiliares, escolaridade obrigatória.
É assim que incentivam as pessoas a fazerem formações
É por isso que temos que voltar a ter o antigo caderno, assim ficamos todos com a 4ª classe.
A 4ª classe desse tempo valia mais, em cultura geral, do que o 9º ano de hoje.
Por isso mesmo acredito que a validação e certificação de competências, vale mais que o actual 9º ano. Porque além da antiga 4ª classe temos o conhecimento da experiência de vida.
Todos a cantarolar as linhas da cp de Portugal e a tabuada.
querido amigo podes mesmo tu comprá-lo monocromático e depois com imaginação e gosto pintá-lo. assim ficava original e barato,há que trabalhar e não ficar na politica do «compro tudo feito»
Quanto à tabuada, a malta das C+S e secundárias só sabe a música porque letra está nas calculadoras.
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